terça-feira , 12 dezembro 2017
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Família só é família quando há filhos? A mulher só é mulher quando se torna mãe?

mulherIncrível como nos dias de hoje essas perguntas são cada vez mais presentes na sociedade atual, constituída por “novas categorias de famílias”, são formadas pela mistura de pessoas com culturas, idades e gêneros diferentes e, consequente, urge uma necessidade de reavaliarmos o seu papel. Isto requer um pensamento sobre a diversidade social hoje ser confundida com liberdade de ser e agir, mas quando pensamos e agimos diferente, não encontramos respaldo social e ou familiar.

Realmente, para decepção dos que acreditam ser livres, já nascemos presos, as amarras familiares são as primeiras algemas, depois vem as escolares e sociais. Limitados desde a origem pensamos ser livres, mas estamos limitados pelas escolhas dos outros. Nossos hábitos e modo de viver são aprendidos por quem se responsabiliza pela nossa criação e pelo nosso convívio com os demais.

Então, onde está a nossa liberdade?

Atualmente, devido as inúmeras atividades desenvolvidas no mundo moderno não nos damos conta das nossas ações e reações diante de determinados problemas e exigências sociais. Segundo os filósofos Gilles Deleuze e Felix Gatarri, “Somos máquinas desejantes, não no sentido metafórico, literalmente. Máquinas acopladas a outras máquinas, máquinas produzindo conexões, máquinas passando fluxos. Tudo em nós cria, faz, corta, torce, processa, produz… Nosso corpo é uma usina”.

Como maquinas desejantes perseguimos objetivos impostos pela sociedade, todos vivemos essa pressão, principalmente as mulheres, pois ainda impera sobre elas, a responsabilidade pela continuidade ou existência da família, desejosas pela continuidade da produção, impulsionadas pelo desejo alheio, muitas optam por fazer da sua vida um fluxograma, uma sequência operacional para o desenvolvimento pessoal e busca da felicidade que precisa ser seguido, por exemplo: namorar, trabalhar, casar, se formar numa faculdade, ter um emprego, comprar uma casa, casar, ter filhos, netos e por ai vai.

Pesquisando sobre o assunto da liberdade de escolha das mulheres que optam por não seguir o fluxograma, enfrentam questões como:

  • Só quando se tem filhos é que se descobre o amor verdadeiro.
  • Mas já pensou: quem irá cuidar de você na velhice?
  • Ter filhos foi a melhor decisão que eu já tomei.
  • Você vai se arrepender depois, quando estiver mais velha.

Para tentar resolver esse paradoxo convido a todos a participarem postando seus comentários sobre o que acham: Uma família só é família quando há filhos? A mulher só é mulher quando se torna mãe? Ter filhos é uma escolha ou imposição social?

Por Renato Alves

* Imagem extraída do site: www.casaissemfilhos.com.br

2 comentários

  1. A condição biológica de poder ter filhos, não é sinônimo de obrigação de fazê-lo. Uma família não é resultado de laços genéticos e sim dos afetos envolvidos na relação dessas máquinas desejantes, como bem citou.

    No caso das mulheres, a maternidade é uma pressão social. No entanto, muitas mulheres não querem ou não podem gerar filhos. Para elas, a sociedade investiga sempre essa escolha (ou falta dela), como se fosse estranho uma mulher não ter filhos. Mas não é!

    O amor materno engrandece a vida. Mas não é o único amor. Existe o amor pela educação, viagens, amigos. E existe, principalmente, o amor por si própria. Uma mulher que se ama, não precisa sucumbir às pressões sociais. Se ela se amar e não quiser ter filhos, o crivo social não a afetará. Se ela se amar e quiser filhos e não puder concebê-los, ela pode aceitar essa condição e tocar a vida. Ou adotar uma criança.

    O amor, de toda forma, é construção. E quando a mulher aprende que pode amar apenas a si própria, ou a um filho biológico ou um filho escolhido, gestado pelo coração, ela se torna capaz de fugir dos estereótipos femininos determinados e ser ela mesma: mãe ou não.

    A maternidade é sempre uma escolha. Não um destino.

  2. Um casal [e apenas casal, se houver apenas os dois. Quando se tem frutos desse relacionamento se torna família.

    Quando era muito jovem não tinha necessidade, vontade de ter filhos, depois dos 28 anos o corpo pedia e a partir daí surgiu o desejo de ter filhos. Sou mulher, mas ainda não sou mãe.
    Mas sinto que falta algo, mas não sei se é exatamente filho que falta, pois acredito que falta, você só sente quando temos algo e deixamos de ter. Acredito que é uma necessidade de continuidade, como existe a necessidade de sobrevivência. É fisiológico ou até psicológico.
    Não digo que é cobrança da sociedade, por que isso pouco importa, pois quem vai cuidar e ser responsável é a mulher(mãe).
    Mas acredito também que você tem que aprender a estar bem com você independentemente da existência do outro. E que tudo tem o seu porquê e o seu momento também.
    Então se ainda não concretizou esse sentimento de ser mãe, então é por que ainda não chegou o momento.
    Vamos ser felizes com o que temos, e não com o que ainda não temos.

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