quarta-feira , 17 outubro 2018
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Processos de Aprendizado

Começamos a aprender mesmo antes de nascer; no ventre materno o bebe já percebe os sons do ambiente, reconhece a voz dos pais e as mudanças de comportamento da mãe. Existem muitos estudos sobre esse processo de interação com os bebes ainda em gestação.

A nossa capacidade de aprendizado está associada à criação das sinapses neurais que se forma em nosso cérebro. À medida que vamos experimentando os fatos da vida, armazenamos as informações captadas através da comunicação na memória para que possam ser utilizadas mais tarde, contribuindo com as nossas escolhas.

A infância é o período mais crítico no processo de aprendizagem, pois, faltam informações para fazer os julgamentos necessários, que contribuirão para o resultado de uma escolha. A pureza que observamos nas crianças é fruto da falta de entendimento que ela tem para interagir com o mundo a sua volta. Nos primeiro anos a criança acredita em tudo que você disser a ela.

Muitos casos de dificuldade de aprendizado são observados nas escolas, frutos de professores mal preparados que não conseguem perceber em seus alunos, as diferenças que cada um possui para captar as informações, tais como: predominância comportamental e canal preferencial perceptivo.

“A responsabilidade da comunicação é sempre do comunicador”.

As informações experimentadas durante a vida nem sempre estão disponíveis para o consciente, pois, muitas delas não são utilizadas com frequência, mas podem ser acessadas através de Práticas e dinâmicas específicas.

Os nossos sistemas de aprendizagem sempre envolvem 04 características fundamentais: auto aprendizado, pensar, agir e sentir de forma diferente. Aprendemos de diversas maneiras, mas, o processo mais comum e utilizado ocorre por erros e acertos.

A aprendizagem é natural e passa por 4 níveis de consciência, a saber:

Incompetência Inconsciente – Você não sabe e não sabe que não sabe. Por exemplo: quando você é criança, lá pelos 02 anos e vê alguém dirigindo, você fica espantado com tanta habilidade e nem se imagina fazendo o mesmo.

Incompetência Consciente – Agora você treina a habilidade, mas não é muito bom nela. Você sabe que não sabe. Lá pelos 10 anos, após, ter observado diversas vezes, você vê que é possível aprender, observa a troca de marchas, as funcionalidades dos botões no painel, o acelerador, o freio, etc. e já te dizem que só poderá dirigir quando tiver 18 anos.

Competência Consciente – Nesta etapa, você tem a habilidade, mas não é consistente e habitual. Você sabe que sabe. Quando você completa 18 anos está pronto para dirigir, mas terá que testar as suas habilidades, ou seja, terá que praticar. No início você pensa na troca das marchas, lembra-se que tem de pisar na embreagem para trocá-las, olha no painel para certificar a velocidade e, constantemente, nos retrovisores.

Competência Inconsciente – Agora, sua habilidade é natural e automática. Você não precisa pensar nela. Aos 40 anos, você dirige como ninguém; não olha mais para a alavanca do câmbio quando vai trocar a marcha, conversa com os passageiros, dá sinais de direção automaticamente, ouve rádio, etc.

Este é o caminho normal de aprendizagem.

Outro modelo é o de Níveis Neurológicos e é útil sem ser consistente ou exaustivo (ou mesmo lógico). Os níveis são como segue:

  • Ambiente – Onde e o Quando.
  • Comportamento – O Quê
  • Capacidade – Como
  • Crenças e Valores – Por quê
  • Identidade – Quem
  • Além da Identidade (Espiritual) – Conexão.

Em qualquer um dos vários sistemas de aprendizagem existentes, as ferramentas utilizadas são representadas pelos sentidos ligados à habilidade da Percepção, que são chamados de sistemas representacionais, os principais sistemas são:

  • Sistema Sinestésico
  • Sistema Visual
  • Sistema Auditivo
  • Sistema Olfativo
  • Sistema Gustativo

Através desses sistemas criamos nossa realidade e nosso canal preferencial de percepção. Nós os utilizamos diariamente; não podemos pensar em nada se não utilizarmos pelo menos dois: um para trazer as informações e outro para considerá-la diferente.

Todo aprendizado gera um estado emocional diferente, alterando a nossa fisiologia, com isso, nossa forma de pensar e nossas emoções são maiores que a soma de suas partes. Neste caso, não somos seres racionais, podemos dizer que somos seres emocionais que pensam, pois, se fossemos racionais não haveria fome, guerras e degradação do meio ambiente.

Diariamente fazemos associações e dissociações de fatos com estados emocionais para tomarmos nossas decisões. Sendo assim, é possível mudarmos os estados emocionais indesejados e, consequentemente, a nossa frequência de pensamento.

Faça o seguinte teste: feche seus olhos e busque na lembrança um dia, um dia especial onde você estava alegre, determinado, seguro e feliz. O primeiro fato que vier a sua mente guarde-o. Monte a imagem desse evento; projete-a numa tela como se você estivesse assistindo a um filme em que você é o personagem principal; sinta-se radiante, com paz de espírito, intensifique cada vez mais esse sentimento. Pronto, no final tenho certeza que você estará com um sorriso no rosto e se sentindo exatamente como se sentiu no passado.

A linguagem é parte do ser humano e é a base da vida social, nos dá liberdade, não limita nossos pensamentos, mas, limita a sua expressão das ideias para os outros. A linguagem comunica eventos e experiências de acordo com as formas de construção da própria linguagem, assim, a linguagem não é real, da mesma forma que a experiência o é. Podemos omitir, excluir, generalizar e distorcer as informações quando fazemos uso da linguagem, pois, não representam os sentimentos na ocasião dos fatos.

A Mente inconsciente é composta de processos mentais que continuam sem nosso conhecimento. Tendemos a pensar que o pensamento é inteiramente consciente, mas raramente o é.

A linguagem universal se processa na mente inconsciente, daí a dificuldade em entendermos ou desejarmos desenvolvê-la sem treino. O pensamento formado na mente inconsciente agrega informações que foram aprendidas e estão armazenadas nas demais habilidades.

Autor: Renato Alves

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