quinta-feira , 18 Janeiro 2018
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O Homem na Antiguidade – Semelhanças e Diferenças

homemSemelhanças e diferenças entre a concepção de homem na antiguidade greco-romana e na época medieval.

Alguns filósofos foram essenciais para o entendimento do Ser, sua relação própria e com o mundo. Por exemplo: para Heráclito, tudo flui, nada permanece igual, ou seja, tudo está em constante transformação, mas sempre de único elemento universal. Outro pensador, Parmênides, existem dois caminhos para se investigar o Ser, o caminho da verdade e o da opinião, um que expressa a verdade de Ser e a outra das sensações experimentadas por ele. Desse modo as mudanças são temporais e físicas são consideradas ilusões criadas pelo Ser.

Na Grécia antiga, Platão postula que a o mundo é dividido em 2, o mundo das ideias e o mundo sensível, no mundo das ideias está a perfeição do Ser, das formas puras e perfeitas, enquanto que o mundo sensível é mutável e imperfeito, ou seja, são simples representações e interpretações da verdadeira realidade, sendo impossível chegar ao conhecimento real por essa via.

Aristóteles questiona a dualidade proposta por Platão e postula sobre as questões do Ser enquanto Ser, independente da vida em sociedade. A realidade para ele está no todo, não no mundo das ideias de Platão, ou seja, não está separada do mundo das formas, pois não existe a ideia de humanidade, essa passa a ser uma ação concreta do Ser, da interação entre eles.

Em Pitagóricas é criado o conceito da unidade, caracterizado pelo ser absoluto, a importância principal desse pensamento foi criar a ideia do Principio Formal e do Principio Material.

Neste período o conhecimento é entendido de duas formas diferentes: O conhecimento sensível e o racional. (Empirismo e Racionalismo)

No inicio da idade media Santo Agostinho introduz a filosofia Platônica no pensamento Cristão, transformando o mundo das ideias de Platão, no mundo de Deus. Ele introduz a ideia que a verdade pode ser aprendida a partir da verdade suprema, através das ações do Ser no seu meio social, podendo chegar a perfeição de Deus e, portanto uma vida melhor. Para Agostinho o mundo foi criado por Deus e as almas humanas podem chegar até Ele através da pratica do bem. Analisando o problema do mal, não como algo ruim, mas como uma ação menor em detrimento de uma ação maior, que leva a causa primeira, ou seja, Deus.

As questões propostas por Agostinho, no inicio da idade media, sobre a criação do mundo e a imortalidade da alma, foram adaptadas das propostas da Filosofia Clássica, principalmente de Platão. Introduz a ideia que o conhecimento praticado em prol do desenvolvimento da virtude, leva o homem ao mundo mais perfeito e próximo de Deus, sendo o mal apenas uma forma menor de praticar o bem, pois todos os seres são perfeitos, pois advém da causa primeira.

Ainda no período medieval, porem 800 anos depois aproximadamente, São Tomás aceita e desenvolve a doutrina aristotélica da matéria e da forma, do ato e da potência. Aperfeiçoa e aprofunda esses conceitos, tirando deles ensinamentos que se perpetuaram na Escolástica até nossos dias.

Conclusão

Na tentativa de explicar o que é o Homem, existem muitas semelhanças entre os pensadores antigos e os medievais, em ambos os períodos os conceitos de humanização do homem são levados em consideração para formulação da relação de corpo e mente. As explicação dos epicuristas e dos estoicos, assemelham-se muito aos conceitos sobre o Empirismo e Racionalismo da idade média, respectivamente.

A diferença entre os períodos está na adoção do pensamento cristão durante o período medieval, fazendo com que a visão do homem passasse de “antropologia antiga” para uma Antropologia Teológica.

Por Renato Alves

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