terça-feira , 12 dezembro 2017
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Fé x Cura – Segundo os Espíritas

Kardec 1A Fé pode ajudar no processo de cura?

Uma resposta direta e simples para esta pergunta é, sim; ajuda e contribui. Isso, se considerarmos a “fé”, como um componente de motivação comportamental que faz a pessoa acreditar na sua cura e, consequentemente, induzir positivamente seu sistema imunológico, que passa a combater a enfermidade com maior energia.

Existem dezenas de pesquisas de universidades do mundo todo, que comprovam a eficácia do pensamento positivo no combate e auxílio na recuperação de inúmeras enfermidades.

Outro fator a considerar é que as pessoas que acreditam na sua cura, além de sentirem-se confiantes, tendem a seguir as prescrições médicas com maior exatidão, o que ajuda no combate das enfermidades e colabora em muito com o aumento dos índices de recuperação.

Existem também várias pesquisas que comprovam que a “fé religiosa”, no sentido da devoção, independentemente da religião professada, é um componente que ajuda positivamente na prevenção e combate a inúmeras doenças. Entre os efeitos positivos da devoção religiosa apontados pelas pesquisas, figuram: “pessoas mais equilibradas e brandas”, “vida mais longa”, “bem estar geral”, “melhor recuperação”, “batimentos cardíacos mais firmes”, “pressão mais baixa”, “boa saúde mental” e “menos estresse”.

As pesquisas concluem que os indivíduos espiritualizados demonstram sermenos violentos e são mais fraternos.  São também mais altruístas e mais solidários, comportamentos estes que os habituam a manter o equilíbrio nos pensamentos e nas atitudes. A espiritualidade também ajuda a combater a depressão, já que atenua os sentimentos de amargura, raiva, estresse e mesmo ressentimentos.

Em muitos casos, é o desejo e a vontade de um terceiro interessado na cura, que atua no doente e chega a operar milagres. Neste sentido, também existem pesquisas que comprovam a eficácia de grupos de orações para enfermos, com excelentes resultados nos índices.

Na história e nos livros sagrados de várias religiões do planeta, incluindo a bíblia cristã, constam relatos de curas de enfermidades diversas através de pessoas que possuíam o “dom de curar”, pela oração, pela aproximação, ou mesmo pela imposição das mãos. Vide o seguinte exemplo: “E Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários, a ponto de levarem aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal, diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas, e os Espíritos malignos se retiravam” – (Atos, cap. 19 – 11 e 12).

Allan Kardec, estudando a ação magnética curadora, relata em O Livro dos Médiuns, o seguinte:

Sabe-se que a vontade desempenha papel capital em todos os fenômenos do magnetismo. Porém, como é possível explicar a ação material de tão sutil agente? A vontade não é um ser, uma substância qualquer; não é também uma propriedade da matéria. A vontade é atributo essencial do Espírito, isto é, do ser pensante. Com o auxílio dessa alavanca, ele atua sobre a matéria elementar e, por uma ação consecutiva, reage sobre seus compostos, cujas propriedades íntimas se transformam.”

“Tanto quanto do Espírito desencarnado, a vontade é igualmente atributo do Espírito encarnado; daí o poder do magnetizador (médium), poder que se sabe estar na razão direta da força de vontade. Sendo o Espírito encarnado capaz de atuar sobre a matéria elementar, pode do mesmo modo mudar-lhe as propriedades, dentro de certos limites. Assim se explica a faculdade de cura pelo contato e pela imposição das mãos.”

“Esta teoria nos fornece a solução de um fato bem conhecido em magnetismo, que é a mudança das propriedades da água, por força da vontade. O Espírito atuante é o do magnetizador (médium), quase sempre assistido por outro Espírito. Ele opera uma transmutação por meio do fluido magnético que é a substância que mais se aproxima da matéria cósmica, ou elemento universal. Ora, desde que ele pode operar uma modificação nas propriedades da água, pode também produzir um fenômeno análogo com os fluidos do organismo, produzindo o efeito curativo da ação magnética, convenientemente dirigida.”

É por esta razão que as casas espíritas que seguem a orientação kardecista adotam a profilaxia do passe magnético acompanhado da água fluidificada. O passe tem como objetivo o reequilíbrio do corpo físico e espiritual e, quando ministrado e absorvido com fé, é capaz de produzir verdadeiros prodígios. A água, como elemento condutor, catalisa e amplifica a condução das energias revitalizadoras.

A fé é um importante componente na cura dos males que afligem o ser humano, porém, na maioria dos casos somente a fé não basta.  Se não houver uma mudança de comportamento, a cura se torna momentânea e de nada valerá, pois o cerne do problema se mantém e ainda não foi resolvido. Assim sendo, é importante levantar aqui uma questão muito importante: “por que adoecemos”?

Todo ser humano é na realidade uma unidade “matéria+espírito” e as enfermidades são manifestações físicas, cuja causa está estabelecida na mente e consequentemente no comportamento. Toda desarmonia interior transmite naturalmente vibrações nocivas que, dependendo da frequência, consistência e constância, atacarão nosso corpo físico provocando as doenças. O sintoma da doença é na verdade um efeito exterior, por isso faz-se necessário a mudança interior que reequilibrará o mental e restaurará o físico.

É por isso também que, na maioria das casas espíritas, precedendo o passe magnético, há as palestras de cunho evangélico, de forma a contribuir com a mudança de pensamentos e das atitudes dos assistidos.  Nas casas espíritas, o tratamento é composto, então, pelo conjunto: “palestra + passe + água fluidificada”.  Há casas que anunciam inclusive que a palestra é tão importante, que compõe 90% (noventa por cento) do tratamento, e mais, que o tratamento espiritual não dispensa, em hipótese alguma, o tratamento médico convencional.

Concluindo, o espiritismo, as religiões tradicionais e também as pesquisas universitárias e médicas, demonstram a importância da fé como um poderoso parceiro na cura dos males físicos. Então, cultivar a fé deixa de ser algo que fica apenas no campo da mistificação e do imaginário, pois além de ajudar no processo de cura, contribui para a aquisição de hábitos salutares, tornando as pessoas mais equilibradas e harmoniosas, de bem consigo mesmas, com a vida e com o mundo.  Assim sendo, ter fé é preciso, mas ter fé raciocinada é imprescindível.

Por Edson Figueiredo

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