quarta-feira , 13 dezembro 2017
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Solução para o Capitalismo

Um professor de filosofia me fez duas perguntas: Como é possível dentro do Mundo Capitalista expandir nossos horizontes internos? E como é possível buscar as “entranhas” se, nossa subjetividade comporta exatamente a objetividade?

Para responder o primeiro questionamento eu acredito que o sistema capitalista, que promove o consumismo exagerado, não será substituído por um regime socialista, historicamente, estas transições acontecem quando a população apóia um movimento que as represente e isso não acontece no Brasil e em muitos outros países.

Outro fator importante com relação ao consumismo foi publicado numa edição especial da revista National Geographic, em 2009 ou 2010, não tenho certeza, informa que o desequilíbrio entre as populações rurais e urbanas, pode acarretar um aumento no consumo de produtos, um exemplo citado na revista diz que se toda a população da China, consumisse como os americanos, seriam necessários recursos equivalentes a 5 planetas Terra para suprir a demanda. O capitalismo hoje é baseado no crescimento e na expansão contínua, que requerem recursos ilimitados. Isto não pode ser sustentável num planeta finito. O declínio do sistema capitalista necessita de novos produtos para mantê-lo.

Como aponta o psicólogo Abraham Maslow: “Nós todos temos uma hierarquia de necessidades, além das básicas. Um dos maiores defeitos do capitalismo é ignorar as necessidades mais fundamentais das pessoas”.

Acredito que a filosofia contemporanea, a busca do pensamento correto consiste em compreender a mudança de paradigma do ponto de vista do usuário e ajudar os outros em nosso meio a fazer. Viver bem consiste em falar, manifestando a nossa compreensão de como vivemos, tornando-se exemplos de orientação para os outros em nosso meio.

Existem várias evidências que apontam que o capitalismo é um sistema fadado a extinção, naturalmente, uma nova forma de economia deve surgir, mais criativa e que permita a preservação dos recursos do planeta. Essa nova forma de pensar interfere diretamente no âmbito das políticas sociais, exigindo a elaboração de projetos que proporcionem aos cidadãos, novos propósitos e significados de vida, que permitam o desenvolvimento de valores nas empresas e instituições, tais como: amor, justiça, verdade, igualdade e felicidade, de forma que a mídia possa divulgar essas políticas e fazer com mais pessoas sejam envolvidas no processo de transformação pessoal e social.

Físico Amit Goswami, publicou recentemente e fez várias palestras pelo mundo sobre uma nova economia, que denominou Economia Consciente. Seguindo Maslow, mas modificando sua teoria, Amit inclui idéias de uma abordagem mais ampla da consciência, que ele também chama de espiritual, mas sem a religião, onde a ciência está inserida na consciência, sendo essas necessidades, fundamentais e superiores.

Dessa forma, deve haver uma premência não só no sentido de satisfazer às necessidades físicas, mas também às relacionadas a outras dimensões da nossa experiência. Além disso, para que as necessidades físicas sejam satisfeitas, a economia consciente precisa levar em conta:

– A satisfação das necessidades emocionais, emoções positivas como o amor, a compaixão, e a própria satisfação, tanto condicionais como incondicionais;

– A busca do significado, incluindo a busca por um novo significado mental, o que requer criatividade;

– A busca das demandas espiritual e supra-mental (da alma), tais como altruísmo, amor e felicidade.

Enquanto o capitalismo é uma economia do bem-estar físico baseado na satisfação das nossas necessidades físicas condicionadas e egocêntricas, a economia idealista ou consciente (espiritual) deve se centrar no bem-estar holístico, baseado tanto nas demandas físicas egocêntricas, como nas necessidades mais fundamentais e superiores (concernente à exploração do vital, do mental, da alma e do espírito).

Para tentar responder a segunda pergunta, entendo que neste início da segunda década do Século XXI, ainda buscamos as respostas para a solução de diversos problemas do mundo. Não obstante aos constantes avanços conquistados em praticamente todas as áreas do conhecimento, os desafios para a superação das desigualdades sociais, da degradação ambiental, da concentração econômica, da segregação religiosa, da ineficiencia do sistema de educação e o caos na saúde publica, necessitam de outras abordagens e, fundamentalmente, de uma nova consciência. Para promover essa superação, precisamos atuar nas diversas áreas formadoras de opinião e que envolvem os temas abaixo:

– Economia Consciente;
– Negócios que contemplem a ecologia comportamental;
– Democracia a serviço da propagação da exploração de novos propósitos;
– Nova Ciência baseada na primazia da consciência;
– Novas realidades em religião e política;
– Educação liberal criativa;
– Medicina integrativa.
– Mídias – Imparcial e voltada para apoiar as políticas publicas.

Criar um espaço de aprendizado e reflexão, de diálogo, de abertura para novas visões, os quais estimulem a busca de diferentes caminhos para contornarmos os obstáculos que nos impedem de viver dignamente e em harmonia.

Esse é o meu projeto atual e futuro, como pessoa e filosofo, talvez seja um pensamento idealista, mas é o que acredito hoje.

Fonte: Renato Alves

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